Verticalização do interior cria oportunidades para imobiliárias, mas exige preparo operacional

O crescimento urbano amplia presença de incorporadoras e demanda integração entre vendas, lançamentos e administração

O avanço da verticalização em cidades do interior, como Itapetininga (SP), transforma a dinâmica do mercado imobiliário local, o que exige capacidade de adaptação das imobiliárias. Em entrevista para o podcast  Modo Avião, o diretor da Franciosi Imóveis, Paolo Franciosi, detalhou como a empresa vem estruturando sua operação para atender ao crescimento, incluindo a relação com incorporadoras locais e de fora da região, além da ampliação de serviços e integração entre áreas.

Expansão urbana e entrada de incorporadoras

O processo de verticalização em cidades de médio porte tem impulsionado a chegada de novos empreendimentos e ampliado a atuação de incorporadoras, tanto locais quanto de fora da região. Segundo Franciosi, embora existam players externos, o protagonismo ainda está concentrado nas construtoras da própria cidade, especialmente nos projetos de verticalização. Nesse cenário, a imobiliária passa a atuar de forma mais integrada ao desenvolvimento dos empreendimentos, participando de decisões estratégicas desde as fases iniciais. 

Residencial Vistabela, empreendimento da Construtora Calegari, de Itapetininga (SP).

A atuação conjunta envolve desde a definição do produto até sua inserção no mercado, incluindo decisões sobre viabilidade,tipologias e precificação. Esse modelo aproxima a imobiliária do ciclo completo do empreendimento, ampliando sua relevância no processo.

“A gente consegue entrar muito no circuito desde uma ajuda até a formação de planta, se vai ser dois dormitórios, se vai ser três, com a precificação, que é importantíssima, ajudamos desde a venda do terreno.”

Dentro dessa lógica, a exclusividade em lançamentos aparece como um dos formatos adotados para organizar a operação e concentrar esforços comerciais. “Eu gosto da figura da exclusividade… Quando existe um lançamento de um parceiro, a gente consegue mobilizar o time, mobilizar a empresa como um todo.”

Estrutura operacional e integração de serviços

No caso da Franciosi, a operação em lançamentos envolve a integração entre áreas como vendas, locação e administração de condomínios , o que amplia as frentes de atuação e receitas e assegura à imobiliária poder acompanhar o cliente em diferentes etapas da sua jornada.“A gente entrou na administração de condomínio num momento em que a cidade está verticalizando”, afirma Paolo.

Para compor novas e diferentes operações dentro da mesma empresa, a capacidade de integração entre os setores é posta à prova. Para a Franciosi, este desafio vem sendo encarado com ênfase na definição de processos e na estruturação de equipes mais seniores, capazes de sustentar o crescimento da operação. Paolo acredita que a base para expansão está justamente relacionada à capacidade de organizar pessoas e fluxos de trabalho, “para a gente ser forte, crescer ou abrir novos caminhos, você precisa de um time bem estruturado.”

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