Google passa a exibir imóveis nos resultados de busca

Primeiro lote de ingressos do CUPOLA Aluguel Day aberto para venda. O encontro pensado para quem opera locação acontece no dia 30 de setembro, em Curitiba (PR). Participe de forma presencial ou online com 10% desconto do Imobi Report.

O Google lançou uma ferramenta que mostra anúncios de imóveis no topo da página de busca. A tecnologia chamada de “Google Real Estate” já está funcionando nos EUA, sem previsão de chegada ao Brasil. O sistema exibe fotos, preços e detalhes, permitindo aos interessados mandar mensagens, ligar ou marcar visitas com um clique. A novidade utiliza os dados de imóveis cadastrados na plataforma ComeHome, desenvolvida pela empresa parceira HouseCanary. A exibição do nome do corretor ou da imobiliária que cadastrou o imóvel é gratuita, mas o buscador cobra uma taxa para cada cliente que entra em contato (RealEstate).

A divulgação do serviço causou impacto imediato na bolsa de valores estadunidense, provocando a queda no preço das ações dos grandes portais especializados em imóveis. Especialistas ainda temem que as plataformas tradicionais enfrentem uma redução drástica no tráfego para suas páginas.

O especialista Mike DelPrete entende este formato como positivo, pois mantém o corretor no centro da transação de moradia, garantindo às imobiliárias um controle muito maior sobre a exibição de suas listas de ofertas na internet. Com isso, o mercado imobiliário dos EUA entra em uma fase de descentralização das ofertas, rompendo o antigo monopólio dos portais especialistas. Com a possibilidade de colocar as casas em múltiplos canais ao mesmo tempo, as imobiliárias ganham poder de negociação diante dos distribuidores digitais. “Essa mudança obriga os grandes portais de internet a competirem entre si pelo valor entregue aos profissionais, fazendo o poder financeiro retornar para quem realmente detém as casas à venda”, Mike Afirma. (Mike DelPrete’s Research Library)

No Brasil, o co-fundador da CredAluga, Guilherme Blumer, um dos principais estudiosos do marketing imobiliário, entende que ainda é cedo para tratar o movimento do Google como ameaça concreta. Ele afirma que o buscador ganha apenas o 1º clique, funcionando somente como um gerador de leads. Além disso, o modelo não terá um um catálogo de imóveis tão robusto quanto o das plataformas tradicionais; e também não vai oferecer serviços agregados, que contemplem toda a jornada de compra do cliente. “As plataformas de anúncios tradicionais oferecem uma infraestrutura financeira e operacional completa, que abrange toda a complexidade do mercado imobiliário. Isso serve como uma defesa natural contra o movimento do Google”, Guilherme defende.

Já a sócia e diretora da Agência de Marketing na CUPOLA, Camila Gasparini, explica que a novidade reduz a força e o tráfego dos sites de imobiliárias locais, exigindo novas técnicas de divulgação orgânica e mapeamento de palavras-chave na internet. Ela reforça que, para sobreviver a essa mudança, as imobiliárias precisam investir no fortalecimento de suas marcas fora da internet. Como o buscador entregará respostas prontas na tela, as empresas precisam criar uma relação de confiança direta com os clientes para gerar negócios por conta própria. “A diferenciação das imobiliárias deve focar no trabalho de branding, confiança e na experiência do cliente, questões essas que não podem ser resolvidas com apenas um clique”, Camila salienta.

Vendas e Locação

A cultura do barulho em uma imobiliária da geração Z. A Imobiliária Azes, de Lajeado (RS), adota um modelo de gestão baseado em rituais comerciais recorrentes, gamificação e celebrações de resultados para acelerar o desenvolvimento dos corretores. O modelo serve como um case prático para gestores que enfrentam o desafio de integrar diferentes gerações no mercado imobiliário. Ao transformar características de liderança em elementos da identidade da empresa, a Azes constrói uma cultura organizacional participativa, que tem se mostrado eficaz ao reter talentos e impulsionar a performance. (Imobi Report)

O impacto da inadimplência na rentabilidade do aluguel. Em sua participação no Modo Avião gravado durante o CUPOLA Summit 2026, o CEO da Locarmais, Israel Brandão, observa que a análise de crédito para locação está evoluindo para além da simples comprovação de renda, com o comportamento financeiro do inquilino ganhando protagonismo. Essa mudança, combinada com novas modalidades como a garantia locatícia via cartão de crédito, oferece às imobiliárias ferramentas mais precisas para mitigar a inadimplência e ampliar o acesso ao aluguel, otimizando a rentabilidade dos contratos de locação. Confira o episódio completo pelo Youtube ou Spotify. (Imobi Report)

Inadimplência no aluguel residencial registra 3ª alta consecutiva em julho. O Índice de Inadimplência de Aluguéis da Loft alcançou 6,18% no mês. O indicador, que reúne dados de 500 mil contratos, subiu em relação a junho (5,89%) e maio (5,8%), embora ainda permaneça abaixo do pico histórico de 7,0% registrado em julho de 2024. O avanço foi observado em todas as regiões do país, com destaque para o Sudeste (6,3%) e o conjunto de Norte, Nordeste e Centro-Oeste (7,2%). Apesar da pressão dos juros, fatores como reajustes salariais e programas de renegociação de dívidas têm evitado uma escalada mais acentuada. (O Globo)

Reforma Casa Brasil pode ajudar a vender imóveis usados. O programa da Caixa oferece crédito de R$ 10 mil a R$ 50 mil para melhorias em moradias, com taxa de 0,99% ao mês e prazo de até 72 meses para pagamento. Para o mercado, o programa funciona como uma ferramenta para valorizar e “desencalhar” imóveis que hoje têm dificuldade de venda por necessitarem de reparos, permitindo que proprietários e imobiliárias tornem as propriedades mais atrativas antes de anunciá-las. (Terra)

Construção e Incorporação

Recuperações judiciais de incorporadoras crescem 124% nos últimos três anos. Atualmente, uma em cada dez empresas  em recuperação judicial no Brasil é uma incorporadora, proporção maior do que a de três anos atrás, que era de uma a cada 15. Este movimento reflete o impacto dos juros altos e da inflação de insumos, pressionando também os bancos, que acumulam mais de R$ 580 bilhões em provisões de crédito para cobrir riscos de inadimplência. (Exame)

A inflação da construção civil voltou a acelerar. A nova disparada ameaça pressionar os preços dos imóveis na planta. Impulsionado pela alta nos custos de matérias-primas, o Índice Nacional da Construção Civil (INCC-DI) de 2026 tem projeções de alta entre 7% e 8,3%, um avanço significativo sobre os 5,9% registrados em 2025. Se confirmado o cenário mais pessimista, será o maior resultado desde 2022 (9,3%). A pressão de custos impacta diretamente os orçamentos de obras em andamento e o saldo devedor de quem compra na planta, cujo contrato é corrigido pelo indicador. (Estadão)

A compra de imóveis por estrangeiros tem crescido em Balneário Camboriú (SC). O movimento chega a representar mais de 20% dos negócios em algumas construtoras, o equivalente a um a cada cinco compradores. O movimento é liderado por investidores, que correspondem a 80% desses clientes, atraídos pelo potencial de valorização, segurança e padrão construtivo dos empreendimentos. A maioria dos compradores é de origem portuguesa. (Folha)

Os caminhos da IA no mercado imobiliário. A inteligência artificial avança no mercado imobiliário para além da triagem de leads, visando otimizar a operação interna das incorporadoras. O maior impacto esperado está na automação de tarefas administrativas, como pedidos de compra e gestão de contratos, que ainda são majoritariamente manuais. Uma pesquisa da ABRAINC com a Brain Inteligência Estratégica revela que 19% das empresas do setor já utilizaram alguma ferramenta de IA, e 83% avaliam seu impacto como positivo, indicando uma forte tendência de adoção para reduzir o atrito operacional. (Exame)

Mundo

Robôs no canteiro de obras. A construtora japonesa Shimizu planeja introduzir robôs humanoides operados por IA em seus canteiros de obras até 2030. O objetivo é utilizar a tecnologia em tarefas como pintura e aplicação de gesso para mitigar a grave escassez de mão de obra que afeta o setor de construção, também no Japão. A empresa já realizou testes de demonstração com robôs para patrulhar as obras da Torch Tower, em Tóquio. (Valor Econômico)

Proprietários estão trocando seus imóveis por ações da OpenAI. O boom da inteligência artificial está inflacionando o mercado imobiliário de São Francisco, na Califórnia. Isso acontece pois a cidade é o epicentro da tecnologia e abriga gigantes do setor. Em maio de 2026, o preço médio de venda na cidade atingiu o recorde de US$ 1,76 milhão, após altas anuais de 19% em março, 14,5% em abril e 14,1% em maio. O movimento é tão forte que um apartamento de três quartos foi anunciado por quase US$ 3 milhões com uma condição de pagamento incomum: o vendedor aceita receber ações das empresas de IA OpenAI ou Anthropic em vez de dinheiro. (G1)

As vendas de moradias usadas nos EUA caíram 2,4% em junho. A queda foi impulsionada pelos preços recordes dos imóveis e pelas taxas de hipotecas elevadas, que afastaram potenciais compradores. As taxas mais altas também desestimulam proprietários a vender, já que muitos possuem financiamentos com juros mais baixos. O estoque de imóveis usados no mercado caiu 0,6% em relação a maio, mas subiu 1,3% em comparação com o ano anterior. (InfoMoney)

Criadora de conteúdo adulto tem aluguel negado na Inglaterra (O Globo)

‘Mansão do Batman’ é reformada e posta à venda por R$ 164 milhões (O Globo)

Vilarejo na Espanha atrai moradores com imóveis a preços reduzidos (Money Times)

Tech

CRM manual com os dias contados. Em artigo para o Imobi Report, o fundador do Pipeimob, Roberto Nascimento, aponta que a dificuldade de corretores em alimentar sistemas complexos não é vista como indisciplina, mas como uma falha do software em se adaptar ao fluxo de trabalho humano. A tendência é que as novas tecnologias sejam integradas de forma mais fluida à rotina do corretor, em vez de exigir que o profissional se adapte à máquina. (Imobi Report)

A ausência de processos limita o crescimento das imobiliárias. Victorio Venturini, CEO da Jetimob, entende que à medida que o volume de leads, imóveis e clientes aumenta, a dependência de métodos informais gera gargalos operacionais. Sem uma gestão estruturada, torna-se difícil medir o desempenho da equipe, padronizar o atendimento e identificar pontos de melhoria. Isso compromete a capacidade da empresa de escalar suas operações com qualidade e eficiência. (Imobi Report)

Agenda

Networking no JetExperience 2026. O evento imobiliário gaúcho inclui almoço de negócios no 1º e no 2º dia. Durante a programação, participantes terão acesso à espaços de descanso, café e alimentação, onde poderão se relacionar com grandes nomes do mercado. E no final do primeiro dia haverá um happy hour de networking. O encontro acontece nos dias 3 e 4 de setembro de 2026, em Porto Alegre (RS). Participe.

Últimos dias para participar. A pesquisa Benchmark Imobiliário pode ser preenchida em 7 minutos. Colabore e tenha dados reais sobre o mercado para tomar decisões mais inteligentes na sua operação. Preencha agora mesmo.

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