Análise de matrículas automatizada pode acelerar vendas de imóveis 

A terceira revolução do aluguel já começou. A primeira foi analógica, a segunda marcada pela transformação digital. Agora, as imobiliárias têm diante de si a era da inteligência artificial. O estrategista-chefe da CUPOLA, Rodrigo Werneck, vai falar sobre isso no CUPOLA Aluguel Day, que acontece em Curitiba (PR), no dia 30 de setembro. Venha e traga sua equipe com o desconto de 10% do Imobi Report.

A automação de processos avança também sobre um dos aspectos mais burocráticos do mercado imobiliário, o registro de imóveis. Uma nova padronização nacional para os registros eletrônicos promete converter as matrículas, hoje documentos que exigem interpretação humana, em dados estruturados e processáveis por IA. A mudança, que visa criar uma maior integração entre cartórios, bancos e incorporadoras, tem o potencial de acelerar a concessão de financiamentos e as transações de compra e venda. (InfoMoney)

A digitalização dos registros públicos foi estabelecida pela Lei nº 14.382, de 2022, mas a pauta ganhou nova urgência neste ano. Em junho, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) regulamentou, através do provimento 228 de 2026, um modelo nacional padronizado para o envio eletrônico de informações. Na prática, o que se cria é uma nova infraestrutura de dados para o setor, projetada para eliminar o retrabalho e as ineficiências que travam negócios. Com isso, mais de 3,6 mil cartórios, que atuavam com normas locais distintas, passaram a ter suas rotinas unificadas.

O novo modelo, formalizado pela Instrução Técnica de Normalização (ITN) nº 4/2026, busca evoluir do conceito de “documento digitalizado” para o de “dado estruturado”. Segundo o diretor-presidente do Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR), Juan Pablo Correa Gossweiler, embora a maioria das matrículas já exista em formato digital, elas ainda funcionam como uma foto do papel, necessitando de leitura e interpretação individual a cada consulta. O objetivo do novo sistema é que as informações contidas na matrícula possam ser lidas, validadas e processadas de forma automatizada.

Com a matrícula se tornando um conjunto de dados, um banco poderá, por exemplo, verificar eletronicamente e de forma instantânea a situação de um imóvel, sem a necessidade de um analista ler o documento página por página, o que reduz os prazos e os custos das transações imobiliárias. O COO da plataforma The House, Welliton Moura, explica que o processo de concessão de crédito imobiliário avalia fatores prévios de capacidade financeira, transferindo o ganho da padronização para a fase pós-aprovação. De acordo com Moura, a diminuição das assimetrias operacionais entre cartórios simplifica a rotina das empresas, pois o contrato registrado retorna ao banco com maior rapidez. Esse fluxo contínuo acelera a liberação de recursos, fazendo o capital chegar mais rápido ao caixa das incorporadoras.

Para o mercado imobiliário, a mudança reduz o tempo de tramitação e traz maior previsibilidade ao fluxo de caixa. Atualmente, a Lei 6.015 de 1973 determina o prazo de até 10 dias úteis para a qualificação registral, mas inconsistências de formulários geram notas devolutivas que estendem o processo por semanas. Segundo o diretor jurídico da MRV Engenharia, Guilherme Freitas, as novas diretrizes conectam informações estruturadas que antes permaneciam isoladas no sistema, garantindo continuidade e eficiência à esteira de negócios da empresa. Na MRV, as vendas já ocorrem de forma quase totalmente digital, desde a escolha das unidades até a assinatura do contrato de financiamento.

Vendas e Locação

A importância da ambiência na retenção de corretores. De acordo com a pesquisa Panorama do Corretor Imobiliário 2026, o quesito “ambiente harmonioso” alcançou uma nota de importância de 4,65 em uma escala de 1 a 5, posicionando-se como o 6º fator mais relevante entre 17 aspectos analisados. O resultado sinaliza uma mudança de prioridades, na qual a saúde mental e o desenvolvimento profissional superam o apelo financeiro isolado. Um exemplo prático dessa estratégia é o da RE/MAX Pater, em Brasília (DF), que em junho de 2023 reestruturou sua equipe, dispensando 50 corretores e mantendo apenas 6 alinhados à nova cultura. Embora o faturamento tenha caído 20% no ano da mudança, a imobiliária registrou crescimentos de 85% e 112% nos anos seguintes, validando o foco na cultura organizacional como um motor de resultados a longo prazo. (Imobi Report)

Da publicidade imobiliária ao Jornalismo. Em entrevista ao podcast Modo Avião, a colunista de mercado imobiliário da Veja, Renata Firpo, analisa como a comunicação do mercado evoluiu e quais desafios se impõem diante das redes sociais, da IA e de um consumidor mais informado. Essa transformação, impulsionada pela digitalização, redes sociais e um consumidor mais informado, exige que incorporadoras e imobiliárias atuem menos como anunciantes e mais como fontes de informação confiáveis. Confira o episódio completo pelo Youtube ou Spotify e também leia a matéria. (Imobi Report)

O novo ciclo do mercado imobiliário. Em artigo para o Imobi Report, o presidente e CEO da RE/MAX no Brasil, Peixoto Accyoli, defende que a IA está redefinindo a jornada de compra de imóveis, atuando como uma ferramenta que educa o consumidor e qualifica a tomada de decisão. A tecnologia transforma um processo inicialmente emocional em uma escolha mais consciente e informada, ajudando o comprador a comparar opções, entender preços e ajustar expectativas à sua realidade financeira. Para o corretor, a IA permite uma atuação mais proativa, baseada na análise de dados como o tipo de imóvel pesquisado, a frequência de interação e a faixa de preço. Em vez de esperar o contato formal, o profissional passa a trabalhar com sinais de interesse, antecipando objeções e oferecendo uma orientação mais precisa e alinhada ao momento de vida do cliente. (Imobi Report)

Outlet de imóveis vende ‘pacotão’ milionário. A plataforma de imóveis retomados Resale está ofertando um portfólio de 570 unidades avaliadas em R$ 278 milhões. O “pacotão” imobiliário está sendo vendido por R$ 177 milhões, o que representa um deságio médio de 36%. O conjunto de ativos está distribuído por 21 estados, mas 65% da carteira se concentra no Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás e Sergipe. Embora São Paulo represente apenas 8% do volume de unidades, lidera em valor, com um estoque de R$ 50 milhões, reflexo do tíquete médio mais elevado do mercado paulista. Desde sua criação, a Resale já intermediou a venda de R$ 10,15 bilhões em imóveis. (O Globo)

Construção e Incorporação

Investidor quer saber quem está por trás da obra. O perfil do investidor de imóveis na planta se tornou mais sofisticado, transformando a compra em um “teste de confiança de longo prazo” na incorporadora. Compradores na faixa dos 40 a 45 anos, que tratam o imóvel como um ativo de risco, agora realizam uma diligência aprofundada, analisando o histórico de entregas, a saúde financeira da empresa e, principalmente, a existência de auditorias independentes. Este último fator se tornou um selo de confiança crucial, mas ainda pouco adotado pelas incorporadoras. Na região de Itajaí (SC), por exemplo, menos de 5% das incorporadoras passam por esse tipo de auditoria, o que a torna um forte diferencial competitivo para quem a adota. (Imobi Report)

SP é mais barata que Tóquio e Singapura para construir data center. São Paulo se destaca como um mercado internacionalmente competitivo para a construção de data centers, com custos inferiores a importantes hubs globais. O custo médio na capital paulista é de US$ 10,75 por Watt, mais barato que em Tóquio (US$ 15,15/W), Singapura (US$ 14,53/W) e Londres (US$ 12,02/W). Além do custo competitivo, o cenário brasileiro é favorecido por uma queda de mais de 50% na inflação dos custos de construção, que recuou de 5,6% em 2025 para 2,7% em 2026 em São Paulo e no Rio de Janeiro, aumentando a confiança de investidores em um dos setores prioritários para a atividade construtiva no país. (Exame)

Pesquisa inédita sobre atuação das construtoras nas HIS (O Globo)

Incorporadora de moradias populares atingiu valor de mercado de R$ 300 mi (O Globo)

Techs

Um sistema operacional de inteligência para a incorporação. A proptech Morada.ai lançou a plataforma Morada OS durante o evento Morada Summit, em São Paulo. A solução tem o objetivo de unificar dados e sistemas fragmentados, apoiando decisões estratégicas, do planejamento às vendas. Com mais de 40 integrações disponíveis, a ferramenta utiliza um agente de IA para consultar documentos, cruzar indicadores de diferentes fontes e executar tarefas via comandos em linguagem natural. A própria Morada já aplica IA em cerca de 95% de suas operações, gerando relatórios de 33 sistemas internos. (Imobi Report)

IA vai redesenhar a experiência do QuintoAndar. Para o CEO e fundador da proptech, Gabriel Braga, a maioria das empresas no Brasil ainda utiliza a IA como um “acessório” ou um recurso pontual, sem redesenhar drasticamente a experiência do cliente. Ele observa que, enquanto o Vale do Silício demonstra urgência na adoção da IA, na China a tecnologia já está integrada à rotina dos negócios de forma mais profunda. A estratégia do QuintoAndar é liderar essa transformação no mercado nacional, incentivando a experimentação interna para descobrir onde a tecnologia gera mais valor, buscando um equilíbrio entre inovação e controle de custos para ir além do “hype” e promover mudanças estruturais na jornada do consumidor. (Época)

Mundo

Brasileiros investem no mercado imobiliário do Paraguai. No primeiro trimestre de 2026, brasileiros representaram 64% de todos os pedidos de residência de estrangeiros, totalizando 9.125 solicitações. Esse movimento aqueceu a demanda por condomínios fechados e apartamentos de alto padrão, especialmente em Assunção. Na incorporadora Raíces Real Estate, por exemplo, os compradores brasileiros, que antes eram minoria, responderam por 50% das vendas no ano passado e hoje representam 70% dos clientes estrangeiros da empresa. O setor imobiliário paraguaio cresce a uma média de 8% ao ano desde 2015. (Gazeta do Povo)

Projeto substituirá segunda Torre Gêmea em Nova York. A American Express Tower terá 373 metros de altura e 55 andares, e será a nova sede global da instituição financeira, que será a única proprietária e ocupante do edifício. O arranha-céu, projetado pelo escritório Foster + Partners, abrigará até 10 mil funcionários em espaços de trabalho flexíveis. A conclusão das obras está prevista para 2031, marcando a etapa final de reconstrução da área comercial do local. (O Globo)

A startup brasileira digitalizou US$ 1,8 bilhão em imóveis de luxo na Flórida. O objetivo é facilitar o acesso de investidores institucionais da América Latina aos EUA. Por meio da tokenização, a Mannah oferece participação em fundos de duas modalidades: um de dívida, com retorno projetado de 12% ao ano em dólar e aporte mínimo de US$ 50 mil, e outro de equity, com retorno esperado de 20% a 25% e tíquete inicial de US$ 100 mil. A tecnologia blockchain permite que as cotas sejam negociadas em formato digital, o que reduz a burocracia e os custos de transações transfronteiriças. (Exame)

Agenda

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