Como a expectativa de queda nos juros chega para cada segmento 

Novos palestrantes confirmados no CUPOLA Summit 2026. Além do keynote do Michel Alcoforado, o evento terá palestras do co-fundador da Opção Imóveis, Frank Miyasaki; e do diretor institucional e de capacitação da Lopes ES, Pepê Marques. A 5ª edição do encontro mais estratégico para líderes imobiliários do Brasil está confirmado para os dias 20, 21 e 22 de maio em Curitiba (PR). Adquira seu ingresso com o desconto de 10% do Imobi Report!

O mercado imobiliário brasileiro navega em um cenário complexo, onde a expectativa de queda nos juros coexiste com os efeitos de uma política monetária ainda restritiva. O BC confirmou a intenção de iniciar um ciclo de flexibilização da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, a partir da próxima reunião do Copom, em março. Contudo, o órgão ressaltou que a política monetária seguirá em terreno restritivo para assegurar a convergência da inflação para a meta de 3%, o que indica que o alívio no crédito será gradual e,seus efeitos, lentos. (Agência Brasil)

Com o crédito mais caro, tanto para as empresas quanto para os consumidores, a demanda esbarra na dificuldade de encaixar a parcela no orçamento. O resultado é uma compressão de margens que pode levar ao endividamento, à redução de lançamentos e atrasos em obras. Um exemplo emblemático é o da You,Inc de SP, que, com patrimônio líquido negativo, precisou vender participações em quatro de seus empreendimentos, levantando entre R$ 92 milhões e R$ 97 milhões para reduzir seu endividamento. A sinalização  de queda nos juros e o aumento na oferta de crédito criam a oportunidade de retomar negociações estagnadas. (Estadão)

Por outro lado, no segmento econômico, o programa MCMV se consolidou como um motor para o setor, visto pelo Secovi-SP como um “programa de Estado”, com força para atravessar mudanças de governo. Em São Paulo, o MCMV foi responsável por 61% dos lançamentos e 64% das vendas em 2025. Sem o programa, o mercado paulistano teria registrado queda, já que os segmentos fora do programa apresentaram um recuo de 11% nas vendas. (Valor Econômico)

No outro polo, o mercado de alto padrão demonstrou resiliência e crescimento, consolidando o imóvel como reserva de valor. O setor cresceu 20% em 2025, superando R$ 30 bilhões em lançamentos. A atividade, no entanto, concentrou-se em grandes players com estrutura financeira robusta, como a Cyrela, que manteve a liderança nacional, e o Grupo Plaenge, construtora de capital fechado que se destacou com um VGV lançado de R$ 3,1 bilhões e VSO de 90,3%, convertendo R$ 2,8 bilhões em vendas líquidas. (E-Investidor)

Vendas e Locação

Para os ricos, o imóvel não é apenas um ativo financeiro. O mercado imobiliário de luxo comete um erro estratégico ao tratar o público de alta renda como um grupo homogêneo, guiado apenas pelo poder de compra. Estudos do antropólogo Michel Alcoforado, autor de “Coisa de Rico”, mostram que a decisão de compra nesse segmento é orientada por códigos de pertencimento, identidade e validação social. Há uma distinção clara entre “novos ricos”, que buscam afirmação e usam o imóvel como símbolo de conquista, e os “ricos de berço”, cujo foco é a preservação e discrição. Ignorar essas nuances resulta em ciclos de venda longos e baixa conversão. A crescente importância do tema será debatida no CUPOLA Summit, em Curitiba, onde Alcoforado falará para mais de 3 mil líderes do setor, indicando a necessidade de uma abordagem mais sofisticada e cultural para vender para esse público. (Imobi Report, CUPOLA, Bem Paraná)

Cidades turísticas do RS atraem investidores do Brasil inteiro. Municípios da Serra Gaúcha, como Gramado e Canela, estão se consolidando como um polo de atração para aqueles que buscam não apenas uma segunda moradia, mas um ativo para geração de renda com locação de curta temporada. Dados locais indicam que menos de 40% dos compradores são residentes da própria cidade, com a maioria vindo de outros municípios do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e, cada vez mais, de estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Conforme explica o corretor de imóveis Isael Oliveira, isso significa uma demanda por produtos específicos e uma necessidade de corretores especializados em apresentar análises de retorno financeiro, valorização e potencial de rentabilidade do aluguel por temporada. (Imobi Report)

De dono de imobiliária a investidor em tecnologia. A carência de ferramentas digitais acessíveis para corretores autônomos e pequenas imobiliárias está impulsionando empresários do próprio setor a criarem soluções tecnológicas. É o caso de Samuel Gonçalves Vicente, de Itatiba (SP), que desenvolveu a plataforma Seleto.Bio para centralizar links e materiais de marketing em uma página personalizada, utilizando IA para otimizar fotos e banners. A iniciativa reflete um movimento de “prata da casa”, onde a experiência prática no mercado é usada para desenvolver produtos que resolvem dores reais do setor, como a dificuldade de construir uma presença digital profissional sem altos investimentos em design e programação, democratizando o acesso a ferramentas de geração de leads e fortalecimento de marca. (Imobi Report)

Panorama Financeiro e Operacional das Imobiliárias. O mercado de administração de locação, apesar de sua importância econômica, opera com uma carência de dados estruturados sobre a gestão financeira das imobiliárias. Para preencher essa lacuna, a Alpop lançou um estudo de mercado para mapear como as administradoras tomam decisões, planejam o crescimento e lidam com riscos operacionais. Na prática, a iniciativa busca criar um benchmark para o setor, permitindo que as empresas comparem seu desempenho com o de concorrentes e tomem decisões mais orientadas por dados. A análise dos bastidores financeiros visa profissionalizar a gestão e aumentar a previsibilidade em um segmento fundamental para a economia imobiliária. (Alpop)

Preço de imóveis residenciais sobe 0,20% em janeiro e 6,12% em 12 meses (CNN)

Edifício Copan, em SP, já tem mais de 200 apartamentos para aluguel de temporada (BBC)

Correios iniciam leilão de 21 imóveis sem uso, com lances de R$ 16 mil a R$ 8,3 milhões (CNN)

Piscina, portaria 24h e armários na cozinha são os itens mais buscados em SP (Veja)

Construção e Incorporação

Depois do colapso: como a Encol mudou o mercado imobiliário. Chegamos ao episódio final de “O Caso Encol: da ascensão à queda”. No último capítulo da série original do Imobi Report, o historiador e especialista no mercado imobiliário, Denis Levati, guia nosso olhar para além do colapso que marcou uma geração. Da resistência à verticalização em cidades do interior às mudanças profundas na legislação, ele percorre o legado deixado pela empresa e analisa como novas regras, práticas de governança e estruturas jurídicas, como o Patrimônio de Afetação, as SPEs e a nova Lei de Falências, moldaram um mercado mais maduro, transparente e seguro. Confira o episódio pelo Youtube ou Spotify.

ADEMI-PR inicia nova gestão e reforça atuação no mercado imobiliário. A associação iniciou sua gestão 2026/2027 com uma diretoria de perfil mais jovem, diverso e com maior participação feminina, sob a presidência de Maria Eugenia Fornea, CEO da incorporadora Weefor. A mudança sinaliza uma nova fase para a entidade, que passa a acompanhar de forma estruturada pautas estratégicas para o desenvolvimento urbano da cidade, como a revisão do Plano Diretor de Curitiba e a implementação do pacote de incentivos voltado à região central da cidade. (Imobi Report)

O avanço da IA no mercado imobiliário. A inteligência artificial está transcendendo a função de atendimento para se tornar uma ferramenta de conversão direta no mercado imobiliário. A Tecnisa, por exemplo, registrou sua quinta venda realizada integralmente por sua assistente virtual, ISA, fechando um negócio de R$ 1,8 milhão em apenas 16 dias, — um prazo significativamente menor que a média de 180 dias. Em 2025, a IA realizou mais de 19 mil atendimentos, com 68% ocorrendo fora do horário comercial, e qualificou 35% dos leads online da empresa. Paralelamente, o uso de IA na construção civil saltou de 15% em 2023 para 38% em 2025, enquanto novos condomínios de alto padrão já incorporam drones e robôs para segurança. (Exame, Estadão, O Globo)

Projeto de habitação social brasileiro é finalista do MIPIM Awards 2026. O Reserva Raposo, localizado na zona oeste de São Paulo, concorre na categoria de grandes intervenções urbanas. Com investimento superior a US$ 1 bilhão e previsão de 22 mil moradias para 80 mil moradores até 2030, o empreendimento, viabilizado por uma parceria público-privada, foi concebido para integrar moradia, trabalho e serviços. A indicação posiciona o Brasil no debate global sobre cidades inclusivas e demonstra que projetos de interesse social, quando bem planejados, podem ser reconhecidos por inovação e impacto urbano, desafiando o modelo tradicional de conjuntos habitacionais periféricos. (Exame, Terra)

Use Incorporadora planeja lançar R$ 150 milhões em estúdios em São Paulo (O Globo)

MRV estima que mudanças no MCMV tornaram quase 40% de seu estoque elegível ao programa (O Globo)

Mercado de Branded Buildings deve ultrapassar mil empreendimentos até 2030 (Terra)

Vitta Residencial encerra 2025 com a produção de 5 mil unidades habitacionais (Terra)

Mundo

Casa de “Breaking Bad” está à venda por US$ 400 mil. O imóvel fica em Albuquerque, Novo México (EUA),e ilustra um nicho de mercado onde o valor é fortemente influenciado pelo capital cultural e pela fama adquirida em produções de grande sucesso. Para o mercado, a venda de propriedades icônicas representa tanto uma oportunidade de marketing quanto um desafio, já que o constante assédio de fãs pode ser um fator negativo para compradores que buscam privacidade, impactando a liquidez e o perfil do interessado. (F5)

Condomínios para nacionalistas cristãos nos EUA. Um novo nicho imobiliário está surgindo no país estado unidense com o desenvolvimento de “comunidades baseadas na afinidade”, projetadas para atrair moradores com ideologias específicas. Empreendimentos nos estados do Tennessee e Kentucky estão sendo planejados com foco em valores como “fé, família e liberdade”. A iniciativa, liderada pela imobiliária Ridgerunner, reflete uma tendência de hiper-segmentação do mercado, onde a proposta de valor vai além da infraestrutura e amenidades, focando na criação de enclaves com visões de mundo compartilhadas. Este modelo gera polêmica e levanta questões sobre coesão social, mas demonstra uma demanda por estilos de vida que reforcem identidades políticas e religiosas. (InfoMoney, Epoca Negócios, BBC)

Construir imóveis de luxo pode baratear o aluguel para os mais pobres? Uma análise baseada em dados do mercado norte-americano contesta a ideia de que a construção de imóveis de luxo necessariamente encarece o aluguel para os mais pobres. Cidades que registraram um boom na construção de apartamentos de alto padrão, como Austin, viram uma queda de até 6,2% nos preços médios de locação. O fenômeno, conhecido como “filtragem”, ocorre quando inquilinos de maior renda migram para os imóveis novos, liberando unidades mais antigas e aumentando a oferta geral, o que pressiona os preços para baixo em todos os segmentos. Essa perspectiva introduz um novo argumento no debate sobre políticas habitacionais, sugerindo que o aumento da oferta, mesmo no topo do mercado, pode ter efeitos positivos em cascata sobre a acessibilidade do aluguel. (Estadão)

Estamos de olho

Leblon vira palco de conflitos entre ‘Helenas’ e Airbnb. A expansão de “estúdios” voltados para locação de curta temporada, como Airbnb, está gerando conflitos judiciais em bairros nobres. No Leblon, Rio de Janeiro, três condomínios processam a construtora Mozak por supostas irregularidades em um empreendimento com unidades a partir de 32 m², vendidas por R$ 1,7 milhão. A ação judicial evidencia a crescente tensão entre o desenvolvimento de imóveis para renda e a preservação do caráter residencial de áreas tradicionais. O caso se torna um termômetro para o mercado, pois seu desfecho pode criar precedentes sobre os limites da verticalização e da exploração turística em zonas de alto padrão. (O Globo)

Moradores resistem à verticalização de SP. Em bairros paulistanos que passam por intensa verticalização, como a Vila Mariana, moradores estão organizando uma resistência pacífica contra o que chamam de “assédio imobiliário”. Placas com os dizeres “Esta casa não está à venda” se espalham pelas ruas como forma de barrar a pressão de construtoras e incorporadoras. Em 2024, São Paulo registrou quase 3,5 mil alvarás de demolição, evidenciando o ritmo acelerado da transformação urbana. Este movimento destaca o conflito entre o desenvolvimento urbano e o desejo dos residentes de preservar a memória e a identidade de seus bairros. (G1, Band)

O mercado de superluxo continua a quebrar recordes em SP. Com uma concentração de valor em endereços específicos. Um levantamento da Loft revelou que a rua Frederic Chopin, no Jardim Europa, foi a mais cara da capital em 2025, com um tíquete médio de R$ 42,8 milhões por transação. O dado reforça que, no topo da pirâmide imobiliária, a valorização é impulsionada pela exclusividade da localização, onde o endereço em si funciona como o principal ativo, descolado das tendências macroeconômicas que afetam outros segmentos do mercado. (Valor Econômico)

Marketing olfativo: aroma de café ou pão pode valorizar imóvel em visitas (Correio Braziliense)

Vitória (ES) se torna a capital com o metro quadrado mais caro do país (Gazeta do Povo)

Poupança registra saques líquidos de R$ 23,5 bilhões em janeiro (Valor Investe)

Prefeitura de SP planeja transformar cruzamento da Ipiranga com São João em “Times Square” (Veja)

Agenda

Sem método, não existe previsibilidade em lançamentos. A Imersão CUPOLA Lançamentos acontece em São Paulo, nos dias 15, 16 e 17 de junho. O treinamento intensivo será voltado para gestores de lançamentos imobiliários. O evento se diferencia pelo foco prático, incluindo mentorias em grupo e visitas técnicas a uma incorporadora e uma imobiliária de referência da cidade.(Imersão CUPOLA Lançamentos)

Conheça os movimentos que estão redesenhando o mercado! O Circuito Lais, evento itinerante sobre o impacto da inteligência artificial no setor imobiliário, terá sua próxima edição em São Paulo no dia 24 de fevereiro. A programação focará em como a IA pode ser usada para extrair dados de conversas com clientes e aplicá-los para otimizar o funil de conversão. O encontro reunirá especialistas e players do mercado para discutir temas como a reforma tributária e a formação de equipes de alta performance, consolidando-se como um fórum estratégico para gestores que buscam utilizar dados como motor de crescimento em 2026. (Circuito Lais)

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