Data Centers criam nova demanda para grandes áreas 

Em setembro, a CUPOLA dedica um dia inteiro ao mercado de locação. A programação do CUPOLA Aluguel Day foi construída em torno de temas como inadimplência, captação  e Reforma Tributária. Estes assuntos serão abordados em palestras, entrevistas, workshops e muito, muito networking qualificado. O evento acontece em Curitiba (PR), no dia 30 de setembro, das 8h às 18h. Os primeiros ingressos foram disponibilizados com exclusividade para clientes CUPOLA e aos assinantes do Imobi Report. Venha para o CUPOLA Aluguel Day e traga seu time.

O avanço dos investimentos em computação em nuvem e inteligência artificial, que demandam cada vez mais água, energia e espaço, transformou o Brasil no principal polo para a instalação de data centers na América Latina. Essa expansão cria uma nova categoria de produto para o mercado imobiliário.

Diferentemente do galpão logístico convencional, o data center exige um terreno maior, energia em alta capacidade, sistemas de refrigeração, redundância elétrica e conectividade por fibra óptica. Esses requisitos técnicos restringem as áreas aptas a receber esse tipo de operação e, consequentemente, valorizam os terrenos adequados.

O Brasil deve receber aproximadamente R$ 2 trilhões em investimentos voltados para tecnologias digitais até o ano de 2029. Esse ciclo de expansão é impulsionado principalmente pela computação em nuvem e pela IA. O setor de nuvem lidera as estimativas, com uma previsão de R$ 765,6 bilhões e crescimento médio anual de 21%; enquanto os recursos direcionados para a inteligência artificial somam cerca de R$ 736,6 bilhões, com avanço médio de 20% ao ano.

Atualmente, o Brasil concentra 48% de toda a capacidade instalada de data centers na América Latina, de acordo com dados compilados pela consultoria JLL. Os principais polos dessas operações em território nacional estão situados em municípios paulistas como Barueri, Alphaville e Campinas. Outro ponto de destaque é a cidade de Fortaleza, no Ceará, considerada estratégica devido à conexão direta com 17 cabos submarinos internacionais. Em razão do crescimento contínuo da demanda, outras regiões do país, como o Sul, começam a receber novos empreendimentos semelhantes. (Folha de S.Paulo)

Vendas e Locação

Como a Copa impacta o imobiliário? A percepção de que o país para durante a Copa do Mundo tem impacto irrelevante no mercado imobiliário, segundo dados da Morada.ai. Ao analisar o volume de atendimentos em incorporadoras durante os jogos da seleção em 2026, a plataforma observou quedas pontuais e recuperações rápidas. Na estreia, um sábado, a queda foi de 17% em relação a um dia normal, com um recuo de 37% durante a partida, mas o volume se restabeleceu logo após. Em um jogo de sexta-feira, o fluxo foi semelhante ao de um dia comum, com breve queda de 20% no início da partida. O impacto foi totalmente neutralizado em um jogo de quarta-feira, quando uma campanha proativa de mensagens aos leads impediu a queda no volume de atendimentos, mostrando que o setor pode gerenciar a demanda com estratégias digitais. (Imobi Report)

Apolar busca se tornar uma imobiliária mais consultiva. O mercado imobiliário avança para um modelo que transcende a simples intermediação de compra, venda e locação. Neste novo cenário, os consumidores buscam orientação estratégica para a gestão de seu patrimônio a longo prazo. E a Apolar Imóveis, de Curitiba, com quase 60 anos de mercado, se reposicionou como uma prestadora de serviços. A empresa criou um hub de serviços compartilhados que centraliza atividades operacionais, liberando as equipes das unidades para se dedicarem ao relacionamento e à consultoria estratégica. Saiba mais no episódio do Por Dentro da Imobiliária, disponível no Youtube e Spotify. (Imobi Report)

Dados e capacitação para impulsionar a profissionalização do imobiliário. A profissionalização do setor se reflete em números robustos de crescimento, como os da RE/MAX Brasil. A rede movimentou R$ 14,3 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) e R$ 643,8 milhões em Valor Geral de Comissões (VGC) em 2025. O bom desempenho continuou no primeiro trimestre de 2026, o melhor da história da operação, com R$ 3,3 bilhões em VGV e R$ 146 milhões em comissões, representando altas de 9% e 8%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado é atribuído a um modelo de negócio focado em governança, treinamento contínuo, tecnologia e análise de dados, preparando seus mais de 11 mil profissionais para um mercado mais competitivo e exigente. (Imobi Report)

Adequando um imóvel para locação de curta duração. Para aumentar a rentabilidade no mercado de aluguel por temporada, proprietários estão investindo em adaptações arquitetônicas que vão além da localização. A estratégia foca na experiência do hóspede, com a criação de ambientes integrados, que ampliam a sensação de espaço, e o uso de marcenaria planejada e móveis multifuncionais, que otimizam a funcionalidade, especialmente em imóveis compactos. Outra tendência em alta é a criação de espaços dedicados ao trabalho remoto, com bancadas funcionais e boa iluminação, atendendo à crescente demanda de nômades digitais e profissionais que precisam de um home office temporário, o que pode aumentar significativamente o valor da locação e a taxa de ocupação. (Correio Braziliense)

Construção e Incorporação

Novo luxo foca em bem-estar e menor densidade. Em Santa Catarina, um empreendimento da FHaus Empreendimentos optou por reduzir em oito unidades seu plano original, renunciando a cerca de R$ 50 milhões em VGV para ampliar áreas de convivência e o contato com a natureza. O projeto Athene Garden, em Camboriú, prioriza a biofilia, o conforto termoacústico e a ventilação natural, indicando uma mudança estrutural onde a qualidade de vida e a boa arquitetura se tornam os principais ativos, em detrimento da maximização do potencial construtivo. (Terra)

SP vive desequilíbrio entre segmentos. Enquanto os imóveis do programa MCMV seguem com forte demanda e vendas aquecidas, os produtos para a alta renda enfrentam aumento de estoque e queda nas vendas. A construtora Cury, por exemplo, focada 100% no MCMV na capital paulista, registrou um crescimento de 53% no VGV de seus lançamentos na cidade, saltando de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 6 bilhões em 2025. No total, a companhia alcançou um VGV recorde de R$ 8,2 bilhões, evidenciando as duas realidades opostas que coexistem no principal mercado do país. (Estadão)

Construtoras pedem corte de juros no MCMV. Construtoras e incorporadoras negociam com o governo federal uma redução nas taxas de juros para as faixas 3 e 4 do programa MCMV, que hoje responde por mais da metade dos lançamentos e vendas residenciais no país. O pleito surge em resposta ao aumento nos custos de materiais, que pressiona os preços dos imóveis. Uma das propostas em análise é um corte de 1 ponto percentual, o que reduziria a taxa da faixa 3 de 8,16% para 7,16% ao ano, e a da faixa 4 de 10% para 9% ao ano. A medida busca manter o poder de compra das famílias com renda entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil, que não contam com subsídios na entrada e sentem mais o impacto da alta nos preços. (Estadão)

Reformas ganham força com queda no financiamento imobiliário. Enquanto os empréstimos com recursos da poupança caíram 20% em número de unidades e 18% em volume, segundo a Abecip, a venda de itens de construção disparou. Um levantamento da JoomPro com base em anúncios do Mercado Livre, entre maio de 2025 e maio de 2026, apurou uma alta de 232% na venda de vasos sanitários, 119% em acabamentos para pintura, 56% em papéis de parede e 28% em torneiras para banheiro. O movimento é impulsionado também pela ampliação do programa Reforma Casa Brasil, que elevou o limite de financiamento de R$ 30 mil para R$ 50 mil por família. (O Globo)

SP amplia área de subsídio para retrofit com foco em moradia popular (Estadão)

Prefeitura de SP lança simulador online para projetos de retrofit (Estadão)

SP prevê investir R$ 1 bilhão em habitação via retrofit no centro (Folha de S.Paulo)

Cia. City planeja ‘retrofit de tudo’ em SP, diz novo CEO (Folha de S.Paulo)

Estamos de olho

Valorização dos imóveis supera os principais indicadores da economia. Segundo o índice IGMI-R (Abecip/FGV), nos últimos 12 meses, os preços subiram 18,45%, bem acima do custo da construção (INCC, com 6,68%), da inflação oficial (IPCA, com 4,72%) e da variação do aluguel (IVAR, com 5,42%). Apesar de uma leve desaceleração em maio, com alta de 0,53% contra 0,67% em abril, a valorização acumulada permanece forte e disseminada. Entre as capitais, destacam-se as altas em 12 meses de Curitiba (28,39%), Recife (28,07%) e Brasília (23,66%), mostrando a pressão contínua sobre os preços em mercados-chave. (Valor Investe)

Valorização de imóveis em BC cria dificuldades habitacionais. A alta valorização imobiliária em Balneário Camboriú (SC), que tornou a cidade conhecida como “Dubai brasileira”, gerou um desafio social, a falta de moradia acessível para a força de trabalho local. Segundo a prefeitura, trabalhadores com renda entre R$ 5 mil e R$ 15 mil já não conseguem pagar aluguel ou financiar um imóvel na cidade, sendo forçados a morar em municípios vizinhos. Para reverter o quadro, o novo plano diretor, atualizado após 19 anos, prevê a criação de projetos de habitação social, buscando atrair e reter mão de obra essencial para os serviços da cidade e equilibrar o desenvolvimento urbano focado em arranha-céus de alto padrão. (Folha de S.Paulo)

A crise imobiliária da China é um “esquema de pirâmide”. Esse foi o diagnóstico do fundador da incorporadora Soho China, Pan Shiyi. Segundo ele, o modelo se baseava na crença de que os preços subiriam indefinidamente, levando incorporadoras a usarem fundos de pré-vendas (imóveis na planta) para financiar novas aquisições de terrenos de forma agressiva. A bolha estourou em 2020, com as restrições de financiamento impostas pelo governo, levando gigantes como a Evergrande a uma dívida de 2,39 trilhões de yuans (US$ 353 bilhões). A crise impacta toda a economia, já que de 60% a 70% do patrimônio das famílias chinesas está atrelado a imóveis. (Valor Econômico)

Agenda

Quais são os 3 gargalos mais comuns no funil de vendas? Essa pergunta será respondida no Masterclass Sales Ops. Na live gratuita, que ocorre em 9 de julho, às 11h, Cristiano Fonseca, Filipe Dinali e Dioner Segala vão apontar onde sua imobiliária ou incorporadora está perdendo vendas. Inscreva-se.

Preencha o Benchmark Imobiliário e concorra a prêmios. Além de ter acesso a dados reais sobre o mercado, os participantes do Benchmark Imobiliário podem ser premiados. Dois ganhadores receberão 12 meses de Imoview CRM com limite para três usuários e Site Gold, a plataforma completa de gestão imobiliária da Universal Software. Além disso, quem participar concorre a um ingresso para o Conexão Imobiliária Secovi-SP. Responda a pesquisa.

Rafael Milagre no JetExperience 2026. O fundador e CEO do “Viver de IA” vai palestrar no evento que acontece de 3 e 4 de setembro de 2026, em Porto Alegre (RS).  O especialista está à frente de uma plataforma construída inteiramente com inteligência artificial, que faturou R$ 20 milhões em apenas 12 meses. Se inscreva.

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