Resgate seu ingresso do CUPOLA Summit 2026 até 15/04, às 23h59 e garanta seu desconto de 10% do Imobi Report. O evento que reúne lideranças do mercado imobiliário acontece de 20 a 22 de maio, em Curitiba (PR). A programação completa já pode ser consultada no site oficial. Garanta sua vaga!
O governo federal estuda utilizar cerca de R$ 7 bilhões do FGTS para quitar dívidas de 10 milhões de trabalhadores por meio do programa Desenrola, proposta que já sofre forte oposição de entidades do setor imobiliário. Segundo a Abrainc, esse redirecionamento pode impedir a construção de 50 mil moradias e comprometer o orçamento habitacional de 2026, previsto em R$ 144,5 bilhões. Para o setor, ao priorizar o consumo, a medida agrava o déficit habitacional de 5,8 milhões de unidades no país. (Folha de S. Paulo)
A iniciativa busca reduzir o endividamento familiar, que atingiu 80,4% em março de 2026, segundo a CNC. No entanto, representantes do mercado classificam a ação como um “desvio de finalidade” dos recursos do fundo, que historicamente tem sido usado no financiamento habitacional. A Abrainc destaca que diferentes modalidades de saque já retiraram R$ 140 bilhões do FGTS desde 2016. (CNN)
Atualmente, o crédito imobiliário enfrenta pressão simultânea em suas duas principais fontes de funding, o FGTS e a SBPE. Enquanto o governo propõe o uso do fundo para abater débitos, a poupança registra saques constantes devido à baixa rentabilidade e ao comprometimento de renda das famílias. De acordo com a associação, a escassez desses recursos ameaça 90 mil empregos na construção civil, postos que seriam gerados caso os R$ 7 bilhões fossem aplicados diretamente no setor, em vez de liberados para o abatimento de dívidas. (R7)
Esse cenário de endividamento prejudica a cadeia habitacional também pela via do crédito, já que instituições financeiras elevaram o rigor na análise de risco para clientes inadimplentes. Simultaneamente, a baixa liquidez das famílias eleva a inadimplência nos aluguéis e reduz o poder de compra. Assim, o uso do FGTS para sanar dívidas imediatas retira o capital necessário para sustentar projetos de mais longo prazo, como o imóvel.
De um lado, o governo busca uma solução emergencial para limpar o nome do consumidor e estimular o consumo imediato, em ano de Eleições que já aponta para o endividamento como tema central do debate. Do outro, o mercado alerta para o dano estrutural, pois a retirada desses ativos compromete o financiamento de longo prazo, a geração de empregos e a função social do acesso à moradia. (Terra)
Vendas e Locação
O corretor preparado entende de crédito imobiliário. Em novo artigo para sua coluna no Imobi Report, o fundador da JBA Imóveis, Ilso José Gonçalves, defende que o crédito imobiliário segue como o principal motor do mercado brasileiro, com cerca de 80% das transações dependendo de financiamento. Mudanças nas condições, como o recente aumento do limite financiável de 70% para 80%, ampliam o acesso e aceleram as vendas. Nesse cenário, o papel do corretor de imóveis evoluiu de intermediador para consultor financeiro. Dominar as linhas de crédito tornou-se essencial para direcionar o cliente ao imóvel compatível com sua capacidade de pagamento, otimizando o processo e evitando frustrações. (Imobi Report)
Como a IA redesenhou a jornada de busca por imóveis. Em artigo para o Imobi Report, a sócia e diretora da Agência de Marketing na CUPOLA, Camila Gasparini, explica que o consumidor migrou de listas de links para interfaces de respostas diretas, como ChatGPT. Esse comportamento já provoca uma redução de até 34,5% na taxa de cliques em links orgânicos. Apenas 8% dos usuários clicam nas fontes citadas pela IA, tornando crucial que os portais imobiliários se transformem em bases de dados estruturadas, servindo como fonte primária aos modelos de linguagem. Confira o texto completo no nosso portal. (Imobi Report)
A imobiliária com mais de 5 mil imóveis no interior de SP. O diretor da Franciosi Imóveis, Paolo Franciosi, detalhou no podcast Modo Avião a reestruturação da empresa para acompanhar a verticalização em Itapetininga. A estratégia foca na integração de áreas, no relacionamento com incorporadoras locais e externas e na expansão do portfólio com o serviço de administração de condomínios. Confira o episódio pelo Youtube ou Spotify e leia a matéria no site do Imobi Report. (Imobi Report)
Uma defesa pela regulação… ou pelo fim do Airbnb. O artigo de Gustavo Miller no UOL discute o impacto do Airbnb no mercado imobiliário e no turismo global, abordando o crescente movimento de cidades que impõem restrições à plataforma para conter o risco de gentrificação e a alta dos aluguéis residenciais. O autor analisa se o modelo de negócio atual da empresa é sustentável diante da pressão regulatória e social, sugerindo que o futuro da plataforma depende de uma integração mais equilibrada com o planejamento urbano e a preservação do bem-estar dos moradores locais. (UOL)
Intenção de locação cai para 21% no 1º tri (Exame)
Intenção de compra de imóveis atinge 49% (Exame)
Içara (SC) registra 40 novos condomínios no 1º tri (NDMais)
Construção e Incorporação
Não é culpa do Bolsa Família. A escassez de mão de obra na construção brasileira deriva de fatores demográficos, como o envelhecimento populacional, e estruturais, como a maior escolaridade. Neste cenário, o Bolsa Família – comumente associado à falta de mão de obra – não é a causa, pois o programa recuou para 18 milhões de beneficiários, enquanto o déficit no setor se agravou. Diferente de países desenvolvidos, como os EUA, onde jovens têm buscado o ensino técnico para ascensão nos canteiros de obra, o trabalho braçal segue estigmatizado e mal remunerado no Brasil. O setor ocupa 8 milhões de pessoas, mas apenas 3 milhões têm carteira assinada, sofrendo a concorrência de 1,7 milhão de trabalhadores de aplicativos. (InvestNews)
O envelhecimento da população como oportunidade no alto padrão. Em 2022, o Censo registrou 32 milhões de idosos (15,8% da população), fatia que deve saltar para quase 38% até 2070, quando o país terá cerca de 316 idosos para cada 100 jovens de até 14 anos. Diante dessa projeção, incorporadoras em São Paulo investem no conceito de senior living, oferecendo moradias de alto padrão com serviços especializados e foco em autonomia para uma “geração prateada” mais ativa, tentando romper a barreira cultural das tradicionais casas de repouso. O movimento reflete a necessidade de adaptação do mercado a uma pirâmide etária em inversão, onde o número de brasileiros com 60 anos ou mais já é mais que o dobro dos 6,1% registrados em 1980. (InvestNews)
Coberturas ainda são o objeto de desejo no alto padrão. Com preços que podem ultrapassar os R$ 40 milhões em cidades litorâneas e áreas que chegam a 740 m², esses imóveis lideram a valorização do metro quadrado. A demanda por esses ativos, impulsionada por compradores que buscam upgrades de estilo de vida, reflete um crescimento expressivo no segmento de luxo. Em praças como Porto Alegre, o produto chegou a registrar alta de 70% nas vendas. (O Globo)
Construção precisa se adaptar às mudanças climáticas. Com as edificações respondendo por mais de 20% das emissões globais de gases de efeito estufa, o setor precisa reduzir seu consumo de energia em 37% até 2030 para se alinhar às metas globais. No Brasil, novas diretrizes do governo federal projetam que o financiamento para infraestruturas resilientes em municípios de risco deve captar ao menos R$ 100 milhões a partir de 2026. O foco da indústria desloca-se da mitigação para a adaptação, priorizando projetos que suportem eventos extremos, sob o risco de perdas financeiras mais graves que, em episódios recentes de cheias e secas, já acumularam danos de aproximadamente R$ 89 bilhões para a economia brasileira. (Valor Econômico)
Vendas líquidas da Direcional crescem 19 no 1º tri, para R$ 1,6 bi (CNN Brasil)
Cury atinge recorde com vendas de R$ 2,3 bi no 1º tri, alta de 9,5% (InfoMoney)
Tenda tem vendas recordes de R$ 1,46 bi no 1º tri, avanço de 59% (InfoMoney)
Eztec registra vendas de R$ 697 mi e lançamentos de R$ 925 mi no 1º tri (InfoMoney)
Techs
QuintoAndar descredencia mais de 120 corretores e afiliados. O programa de proteção de dados do QuintoAndar opera como um sistema de compliance digital para monitorar o ciclo de vida das informações dentro da plataforma – e evitar o bypass. O funcionamento baseia-se no rastreio do acesso e uso de dados sensíveis por parte de parceiros. Esse rastreio identifica comportamentos atípicos ou violações de privacidade, como o compartilhamento indevido de contatos, por exemplo. Quando uma irregularidade é detectada, o programa aplica sanções que podem chegar ao descredenciamento imediato. (Imobi Report)
CashGO capta R$ 120 milhões para formar o “banco” das imobiliárias. A fintech obteve a quantia por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). O aporte deve expandir operações de antecipação de aluguéis e crédito estruturado, atendendo a uma base que já conta com 1.200 imobiliárias parceiras em todo o Brasil. Com um volume de transações que projeta atingir R$ 500 milhões em originação de crédito no curto prazo, a empresa utiliza tecnologia própria para oferecer mais liquidez para locadores. (Imobi Report)
Tokenização imobiliária avança no Brasil. A tokenização imobiliária já movimenta um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 20 bilhões no Brasil, com a participação de 450 incorporadoras. A tecnologia, que permite o fracionamento digital de ativos, democratiza o investimento ao viabilizar aportes a partir de R$ 5. Atualmente, o estoque de imóveis tokenizados no país está entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões, com 30 mil carteiras digitais abertas. A expectativa é que o mercado global de ativos tokenizados atinja US$ 16 trilhões até 2030, segundo o Boston Consulting Group. (Exame)
Mundo
IA está criando uma nova bolha imobiliária na Califórnia? Em março, o preço médio das casas em São Francisco atingiu US$ 2,15 milhões, uma alta de 18% em um ano, desempenho que contrasta com a alta moderada de apenas 0,8% no restante dos Estados Unidos. Impulsionado pela riqueza de funcionários de startups como OpenAI e Anthropic, o setor de condomínios registrou uma valorização acentuada de 27%, atingindo a média de US$ 1,36 milhão. O aquecimento é ainda mais visível no segmento de altíssimo luxo, que em março contabilizou a venda recorde de 22 mansões acima de US$ 5 milhões e 24 apartamentos que ultrapassaram a marca de US$ 3 milhões. (Veja)
Conflito no Oriente Médio pode agravar a crise global de habitação. O agravamento dos conflitos atua como um catalisador da crise imobiliária global ao interromper cadeias de suprimentos vitais, elevando drasticamente o custo de materiais de construção e gerando picos inflacionários que reduzem o poder de compra das famílias. Segundo a diretora do ONU-Habitat, Anacláudia Rossbach, essa dinâmica aprofunda o déficit habitacional ao impedir que novos projetos saiam do papel e ao destruir infraestruturas existentes, forçando o programa a operar em mais de 70 países para tentar reverter a perda de moradias. O cenário atual compromete as metas do Plano Estratégico 2026-2029, uma vez que a destruição física e a instabilidade econômica ampliam o abismo financeiro para o acesso à moradia e serviços básicos. (ONU News)
Estamos de olho
Proprietários do Rio fogem dos cartórios. O mercado imobiliário fluminense enfrenta um cenário de alta informalidade, com quase 50% dos proprietários optando por não registrar formalmente suas transações em cartório no momento do fechamento do negócio. Esse fenômeno, que atinge cerca de 48% das operações, é impulsionado principalmente pelo impacto do ITBI e das taxas cartoriais, que somados podem representar até 5% do valor total do imóvel. A prática dos chamados “contratos de gaveta” gera insegurança jurídica e uma defasagem nos registros da prefeitura, dificultando o controle sobre a arrecadação e a atualização cadastral da cidade. (O Globo)
O mercado imobiliário de SP em 10 anos. A capital paulista passou por uma transformação radical impulsionada pelo Plano Diretor de 2014, resultando num aumento de 300% no número de unidades lançadas anualmente. A cidade viu o perfil das habitações encolher drasticamente, os apartamentos compactos, de até 30 m², passaram de uma participação marginal para representar cerca de 40% do mercado total, enquanto o volume de vendas saltou de 20 mil para mais de 70 mil unidades por ano. Esse movimento de verticalização intensa, concentrado em eixos de transporte público, elevou o preço médio do metro quadrado em bairros valorizados a patamares superiores a R$ 15.000, consolidando um modelo de cidade mais densa e voltada para investidores, que hoje absorvem uma fatia significativa dos novos empreendimentos da capital paulista. (Estadão)
Gafisa enfrenta dificuldades para vender o hotel Praia Ipanema. A incorporadora busca comprador para o imóvel, localizado na Avenida Vieira Souto, em um movimento para obter liquidez em meio ao Caso Master. O imóvel, adquirido em 2023 por cerca de R$ 180 milhões, tornou-se um ativo problemático após o projeto de luxo não avançar, gerando pressão da Prefeitura do Rio contra o abandono do prédio. A tentativa de venda ocorre em um contexto de crise reputacional e financeira, onde a construtora enfrentou o bloqueio de R$ 88 milhões e pedidos de falência, enquanto investidores como o BTG Pactual recuaram de negociações recentes. (O Globo)
Vitacon pede entrada de R$ 191 mil em HIS de 15 m² nos Jardins. O projeto, que se beneficia de incentivos urbanísticos voltados à moradia popular para famílias com renda de até seis salários mínimos, comercializa o metro quadrado por cerca de R$ 30 mil, totalizando um valor final de R$ 450 mil. Críticos e especialistas apontam um desvirtuamento da política habitacional, uma vez que o valor da entrada ultrapassa o subsídio máximo de R$ 55 mil do programa MCMV, tornando o imóvel inacessível para o público-alvo original e atraindo, na prática, investidores focados em locação de curta temporada. (UOL)
Agenda
Panorama do Corretor Imobiliário 2026. A pesquisa realizada pela CUPOLA, Imobi Report e Ibrep, busca identificar os critérios de valorização dos corretores em relação a imobiliárias e incorporadoras. O levantamento coleta dados sobre as expectativas dos profissionais do setor e recebe contribuições por meio de formulário online até o dia 25 de abril de 2026. Responda agora mesmo e ajude a mapear o cenário atual do mercado.
Imersão CUPOLA Lançamentos. O encontro acontece entre os dias 15 e 17 de junho, em São Paulo (SP), reunindo mentorias estratégicas, conteúdo técnico focado em operações de vendas e visitas técnicas a empresas referência do setor imobiliário. O treinamento é voltado para profissionais que buscam atualização prática e networking; as inscrições estão abertas. Participe!
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