Fazer negócios com o público de altíssima renda envolve rituais, códigos e valores específicos. E um nome no Brasil se destaca por ter mergulhado nesse universo. O pesquisador, antropólogo e autor do livro ‘Coisa de Rico’, Michel Alcoforado, é o primeiro keynote confirmado do CUPOLA Summit 2026. A 5ª edição do evento que transforma o mercado imobiliário acontece em Curitiba (PR), entre os dias 20 e 22 de maio de 2026. Garanta sua vaga com o cupom de desconto de 10% do Imobi Report, e pague o menor valor!
O mercado imobiliário do Rio de Janeiro inicia 2026 com gigantes do setor expandindo e enfrentando conflitos judiciais. Enquanto o QuintoAndar busca ampliar sua presença no mercado carioca, a Lopes passa por processos de reestruturação de sua rede de franqueados. Ambas as empresas encaram processos na justiça.
Em um movimento estratégico para ampliar sua hegemonia no mercado de locação e de usados, o QuintoAndar anunciou um investimento de R$ 100 milhões no Rio de Janeiro este ano. O aporte, que triplica os investimentos anteriores na cidade, tem como meta aumentar em até 70% o número de imóveis listados na plataforma, superando a marca de 50 mil unidades. A iniciativa mira a expansão para 87 novos territórios na região metropolitana, incluindo bairros das Zonas Norte e Oeste da capital, onde a proptech ainda não possui atuação consolidada.
A ofensiva da companhia no Rio, seu segundo maior mercado, segue um roteiro de sucesso já testado em Belo Horizonte. No ano passado, um investimento de R$ 100 milhões na capital mineira dobrou o ritmo de crescimento da marca na cidade, resultando em um avanço de 50% no volume de aluguéis fechados através da plataforma em 2025. A estratégia se baseia em um forte investimento em marketing e na criação de incentivos para atrair mais corretores e imobiliárias parceiras, fortalecendo a capilaridade da operação.
Apesar do cenário positivo para o aluguel, a empresa também enfrenta desafios no mercado carioca. O QuintoAndar é alvo de um processo judicial no Rio de Janeiro que questiona a legalidade da cobrança de taxas de serviço. (O Globo)
Já a Lopes efetuou a rescisão de seu contrato de franquia com a BSJ Empreendimentos Imobiliários, que operava no Rio de Janeiro. A companhia justificou a medida por justa causa, alegando o descumprimento de cláusulas contratuais essenciais relacionadas à exclusividade e à lealdade comercial. O encerramento do vínculo faz parte de um processo de ajuste na rede de parceiros da franqueadora na capital.
A saída da BSJ da rede Lopes deu início a uma disputa jurídica, na qual a ex-franqueada contesta obrigações previstas no contrato original. A ação movida pela BSJ busca a anulação de termos restritivos, especificamente a cláusula de não concorrência e o direito de preferência da Lopes sobre novos negócios. A empresa questiona a validade dessas limitações após o rompimento do contrato.
A Lopes, por sua vez, mantém sua estrutura operacional no Rio de Janeiro, mercado onde possui presença contínua desde 2006, também por meio da segunda franqueada, a Patrimovel. A companhia informou que a rescisão com a BSJ foi uma medida necessária para preservar a integridade do seu modelo de negócios.
Vendas e Locação
As cidades emergentes no litoral sul. Um estudo da DWV aponta que os municípios de Porto Belo (SC), Itajaí (SC) e Torres (RS) movimentaram, juntos, um VGV de R$ 6 bilhões em lançamentos imobiliários em 2025. O desempenho consolida as três cidades litorâneas como mercados emergentes, impulsionados pela valorização de imóveis de alto padrão e por um movimento de descentralização de investimentos. A busca por segunda residência, qualidade de vida e segurança tem atraído compradores e investidores dos grandes centros urbanos, que enxergam nessas praças oportunidades de investimento com grande potencial de valorização. (Imobi Report)
Gonzaga vai antecipar até 50% dos aluguéis. A empresa paranaense estrutura um fundo próprio (FIDC) voltado à antecipação de recebíveis de locação, permitindo que proprietários recebam até 50% do valor total de seus contratos de aluguel de forma imediata. Com o novo modelo, que conta com a parceria da fintech Catálise, os contratos de locação passam a ser tratados como ativos financeiros, possibilitando a liberação de recursos em até 24 horas sem a necessidade de empréstimos bancários ou alienação do imóvel. O serviço é exclusivo para imóveis geridos pela imobiliária e visa oferecer liquidez imediata aos locadores, transformando aluguéis que seriam pagos ao longo de anos em capital disponível para novos investimentos ou necessidades financeiras urgentes. (Imobi Report)
Tokenização de imóveis barrada em SP. A Corregedoria Geral de Justiça de São Paulo proibiu o registro de qualquer anotação que vincule a matrícula de um imóvel a um token em blockchain. A decisão representa uma vitória para os cartórios e um freio para as empresas de tokenização imobiliária, ao definir que o token pode representar um contrato de investimento, mas não o direito real de propriedade. Para o mercado, a medida preserva a segurança jurídica do sistema registral tradicional, que serve de lastro para toda a cadeia do crédito imobiliário, mas, por outro lado, trava a inovação em um setor que aguarda uma regulamentação específica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). (Valor Econômico)
Reforma Tributária cria a figura do “locador profissional”. A mudança enquadra proprietários que, simultaneamente, possuem mais de três imóveis alugados e obtêm uma receita anual superior a R$ 240 mil. Esses locadores passarão a ser contribuintes do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), embora as atividades imobiliárias devam contar com alíquotas reduzidas. Na prática, a mudança equipara a tributação de grandes portfólios de aluguel à de uma atividade empresarial, incentivando investidores a buscarem estruturas como holdings patrimoniais para otimizar o planejamento fiscal. (Estadão, Gazeta do Povo, Valor)
Fiscalização mira crimes financeiros no imobiliário. Em âmbitos regionais, como em Santa Catarina, operações para coibir a atuação irregular de corretores de imóveis foram intensificadas. Em nível nacional, o governo federal prepara uma reestruturação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para ampliar o cerco a crimes financeiros. O plano prevê a criação de 66 novos cargos e subunidades regionais para lidar com um volume de mais de 7,5 milhões de comunicações anuais, aumentando a capacidade de análise sobre transações imobiliárias e outros setores. (G1, Folha)
House flipping: empresa movimenta R$ 90 mi e mira R$ 180 mi (Exame)
Personalização eleva m² de R$ 32 mil para R$ 45 mil em SC (Exame)
Cuiabá: mercado imobiliário movimenta R$ 5,7 bi em 2025 (G1)
Construção e Incorporação
A massa falida da Encol: o que sobrou do gigante. O que acontece quando uma empresa acaba, mas suas consequências permanecem? O que realmente sobra de um gigante depois da falência? No 5º episódio de “A Saga da Encol: Ascensão e Queda de um Gigante Imobiliário”, o historiador e especialista no mercado imobiliário Denis Levati explica que a falência da Encol não encerrou sua história. A derrocada marcou o início de uma longa e dolorosa jornada para milhares de mutuários e trabalhadores que passaram décadas tentando garantir seus direitos. Mesmo após mais de duas décadas, pessoas afetadas ainda aguardam decisões judiciais e pagamentos parciais, em um processo marcado pela lentidão, por entraves legais e por uma legislação ultrapassada que segue regendo o caso. Confira no Youtube e Spotify do Imobi Report.
Como nasce um loteamento? Na percepção do CEO da Construir Loteamentos, Flávio Guerra, o desenvolvimento de um loteamento é um processo estratégico que vai além da simples divisão de um terreno. O ciclo completo envolve desde a prospecção e negociação da área, passando por extensas pesquisas de mercado e viabilidade, até a elaboração de projetos urbanísticos e a aprovação junto aos órgãos competentes. Para o mercado, o sucesso de um empreendimento dessa natureza depende de uma gestão integrada que abrange a execução de obras de infraestrutura, a comercialização eficiente das unidades e um serviço de pós-venda estruturado, com a sustentabilidade e o bem-estar se tornando fatores cada vez mais decisivos para os compradores. (Imobi Report)
Mercado imobiliário projeta ciclo de expansão em 2026. Segundo a Abecip, o setor é impulsionado pela expectativa de crescimento de 16% nas concessões de crédito, que devem atingir R$ 375 bilhões. O otimismo é sustentado pela previsão de queda da Selic para 12,25% e pelo fortalecimento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que terá suas faixas de renda reajustadas. A Faixa 1, por exemplo, deve subir de R$ 2.850 para cerca de R$ 3.200. Apesar do cenário favorável, o setor enfrenta desafios como o alto custo do financiamento para a classe média e atrasos em obras. Para contornar a queda na captação da poupança, o mercado tem diversificado suas fontes de financiamento, com maior emissão de CRIs e LCIs. (Money Times, Bem Paraná, R7, Valor Investe, Exame, InfoMoney, Estadão, Valor)
Construtora aposta em studios e projeta VGV de R$ 500 mi (Bem Paraná)
Como dados imobiliários podem influenciar planos diretores (Folha)
Mundo
ONG mapeia comportamento racista no imobiliário francês. Um estudo realizado pela ONG SOS Racismo na França revelou que quase metade das imobiliárias contatadas facilitam ou aceitam praticar discriminação racial na seleção de inquilinos. Dos 198 escritórios testados em 2025, 48,48% (96 imobiliárias) concordaram em selecionar locatários com base em critérios de origem, a pedido de um falso proprietário. A prática, que é crime no país, expõe uma falha sistêmica no acesso à moradia e levou a ministra encarregada do Combate às Discriminações, Aurore Bergé, a anunciar a implementação de formação obrigatória para agentes imobiliários. (Terra, UOL)
Imobiliário da Flórida atrai celebridades brasileiras. Os investidores buscam dolarizar o patrimônio e obter maior segurança jurídica e financeira. Fatores como a ausência de imposto de renda estadual para pessoa física e o acesso a financiamento para estrangeiros impulsionam esse movimento. Em paralelo, o mercado imobiliário americano como um todo ainda mostra sinais de fragilidade, segundo o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, apesar de uma recente recuperação nos pedidos de financiamento. No cenário de projetos icônicos, a única residência projetada por Oscar Niemeyer nos EUA, em Santa Mônica, foi vendida por US$ 11,3 milhões (cerca de R$ 60 milhões). (O Globo, Correio Braziliense, Folha, CNN)
Lições da Espanha no combate à crise habitacional. O governo espanhol, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, anunciou em janeiro novas medidas para intervir no mercado imobiliário e combater a crise habitacional. As ações incluem sanções mais duras aos aluguéis de temporada e incentivos fiscais para proprietários que renovarem contratos de longo prazo sem reajuste, como um reembolso de 100% do imposto. A iniciativa, no entanto, enfrenta resistência de 12 das 17 comunidades autônomas do país, que veem as medidas como potencialmente prejudiciais ao turismo, evidenciando a complexidade de regular o setor sem desestimular investimentos. (Gazeta do Povo)
Brasileiros utilizam negócio imobiliário como atalho para visto europeu. Um condomínio de luxo na Sicília, Itália, está sendo usado como um veículo para brasileiros de alta renda obterem o Golden Visa europeu. O projeto Villa Tropical, com dez casas e preços que variam de 700 mil a 1,25 milhão de euros, foi estruturado juridicamente para que o investimento em uma sociedade limitada italiana (S.r.l.) qualifique o comprador para o visto de residência. O modelo une a busca por proteção patrimonial em moeda forte, diversificação geográfica e o benefício da mobilidade na Europa. (Exame)
Magnata imobiliário acorda 4h30 e atribui fracasso à preguiça (Estadão)
Estamos de olho
As eleições de outubro já influenciam as decisões no mercado imobiliário. 35% dos brasileiros afirmam que devem antecipar ou adiar a compra de um imóvel nos próximos 12 meses devido ao pleito. Segundo pesquisa da Loft, o adiamento é mais comum entre pessoas com mais de 55 anos (23%) e moradores da região Sul (25%), enquanto a antecipação é mais forte entre jovens de 18 a 24 anos (26%) e a classe A (28%). O levantamento sugere que o calendário eleitoral funciona como um fator de prudência, especialmente em decisões de alto comprometimento financeiro. (Valor Investe)
O crescimento do turismo altera a dinâmica do mercado imobiliário no país. Cidades como Foz do Iguaçu (PR) já veem o surgimento de empreendimentos inteiramente dedicados ao aluguel temporário. Esse movimento, embora aqueça a economia local e atraia investidores, também pressiona os valores dos aluguéis tradicionais. (G1)
Regiões onde o número de habitações supera o da população. Dados do Censo do IBGE revelaram um fenômeno curioso no Brasil: ao menos 18 cidades possuem mais imóveis do que habitantes. O caso mais extremo é Arroio do Sal (RS), com 7.800 casas a mais que sua população de 11,1 mil moradores. Esse cenário é típico de municípios com forte vocação turística, como Ilha Comprida (SP), Matinhos (PR) e Mangaratiba (RJ), onde a grande quantidade de imóveis de veraneio e segunda residência infla o estoque de domicílios em relação à população permanente, impactando o planejamento urbano e a oferta de serviços públicos. (Terra, O Povo)
Governo anuncia pacote de R$ 2,7 bi para a reforma agrária (CNN Brasil, Estadão)
Proptechs e incorporadoras apostam em moradias para o público 60+ (Exame)
Agenda
Imersão CUPOLA Lançamentos. De 15 a 17 de junho, em São Paulo (SP), abra a caixa preta de líderes que seguem performando no mercado imobiliário. Participe de palestras e painéis, mentorias em grupo e visitas técnicas guiadas em uma imobiliária e uma incorporadora de referência na cidade. (Imersão CUPOLA Lançamentos)
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